Abstract
Este artigo pretende mostrar que a condição econômica e cultural de muitos pequenos produtores têxteis, e mesmo médios, não lhes permite uma postura agressiva no competitivo mercado da produção têxtil. Ou seja, eles não correspondem, e provavelmente não teriam como corresponder às propostas de muitos estudos que defendem modernização, inovação e competitividade. Em vários trabalhos de análise econômica se observa a hipótese de que um comportamento empresarial adequado levaria a dado resultado, mesmo quando consideram o caráter concentrador e excludente da competição capitalista. Do ponto de vista dos pequenos produtores, as variáveis em curso podem estar fora de seu controle. O lócus de estudo é o Rio Grande do Sul em torno da década de 1990, reverberando movimentos econômicos e sociais nacionais e internacionais.